( aqui se esvai um exercício extrasurrealista-poético em desconstrução eterna)
vai-se e foi-se ditirambos de amanhã
caminha-se
abóboras esborrachadas, nas sacolas uma rã
vem e perde-se pernilongos a sofrer
canta-se verbo no espaço
assovia-se e desconstrói pedaços
desce
buracos suspensos no meu divã
noites insanas metáforas insonsas estranhas costuram balões vazios vermelhos com fome de muito nada
o apocalipse apodrecia
as maçãs colhidas fora de época rolavam furando abobadas celestes
caminhávamos, nossos olhos tropeçando
fagulhas brasa viva voando suspensas no nada
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